Transferência das datas dos Jogos de Inverno em análise
O Comitê Olímpico Internacional (COI) está considerando transferir os Jogos Olímpicos de Inverno de fevereiro para janeiro. A decisão visa garantir melhores condições climáticas e uma maior presença de neve, fatores que têm se tornado críticos devido às mudanças climáticas e à escassez de neve nas últimas edições.
A proposta surge em um contexto onde o derretimento da neve já tem impactado a programação dos eventos. Karl Stoss, membro do COI, destacou que a realização das Paralimpíadas, que ocorrem normalmente após os Jogos Olímpicos, poderia ser antecipada para fevereiro, uma medida que também busca contornar os desafios climáticos.
Historicamente, a última edição dos Jogos Olímpicos de Inverno em janeiro ocorreu em 1964, na cidade austríaca de Innsbruck, que começou em 29 de janeiro. Desde então, as Olimpíadas de Inverno têm sido tradicionalmente realizadas em fevereiro. Um estudo do COI prevê que, até 2040, apenas 10 países poderão sediar os esportes de neve dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, reforçando a urgência da questão.
Além disso, os Jogos de Pequim 2022 foram os primeiros a depender quase totalmente de neve artificial, com 100% de sua cobertura de neve proveniente de tecnologia. Essa dependência levanta questões sobre a sustentabilidade e a natureza dos Jogos Olímpicos de Inverno, que tradicionalmente celebram os esportes de neve.
O COI também está explorando a inclusão de esportes de verão nas Olimpíadas de Inverno, como provas de corrida e ciclismo, na tentativa de aumentar a popularidade do evento. As próximas edições estão programadas para ocorrer nos Alpes franceses em 2030 e em Salt Lake City em 2034, mas a mudança nas datas levanta incertezas sobre o impacto nas cidades-sede e na logística dos eventos.