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URGENTE: Futuros do Nasdaq Derretem mais de 830 Pontos na Abertura com Ultimato de Trump Sobre a Groenlândia e Risco na Cadeia de Chips

Ameaça de tarifas de até 25% sobre a Holanda e aliados coloca em xeque a cadeia de suprimentos da ASML e Nvidia; União Europeia prepara "bazuca comercial" em retaliação.

Nasdaq
Nasdaq (Foto: TrendQuill )

LONDRES/CINGAPURA (19 de Jan) — Os mercados financeiros globais entraram em estado de alerta máximo na abertura das negociações desta semana. Os contratos futuros do Nasdaq-100 (NQH26) registraram um colapso repentino ("gap de baixa") superior a 830 pontos na noite de domingo, reagindo a uma nova crise geopolítica que ameaça paralisar a infraestrutura de tecnologia global.

 

O movimento de venda massiva ocorre durante o feriado de Martin Luther King Jr. nos Estados Unidos, um período tipicamente marcado por baixa liquidez, o que exacerbou a volatilidade. O pânico dos investidores foi desencadeado por uma diretiva surpresa do Presidente Donald Trump, que vinculou o comércio internacional a disputas territoriais no Ártico.

O Motivo: Ultimato da Groenlândia e a "Lista dos Oito"

Na noite de sábado, através da plataforma Truth Social, a administração Trump anunciou a imposição imediata de tarifas sobre oito nações europeias aliadas, como medida de pressão para forçar a venda do território autônomo da Groenlândia para os Estados Unidos.

 

A ordem executiva prevê:

Tarifa de 10%: Efetiva a partir de 1º de fevereiro de 2026.

Escalada para 25%: Automática em 1º de junho, caso não haja acordo para a "Compra Total e Completa da Groenlândia".

 

Os países afetados são Holanda, Alemanha, França, Reino Unido, Dinamarca, Suécia, Noruega e Finlândia. O presidente justificou a medida citando a necessidade de construir o "Domo Dourado" (Golden Dome), um sistema de defesa antimíssil no Ártico, alegando riscos de segurança nacional.

 

O Alvo Oculto: Por que o Nasdaq Sangrou?

Gráfico Nasdaq
Gráfico Nasdaq (Foto: TrendQuill)

Embora a disputa pareça territorial, o mercado identificou um risco existencial para o setor de tecnologia: a Holanda.

A inclusão dos Países Baixos na lista de tarifas atinge diretamente a ASML Holding NV, a única fabricante mundial das máquinas de litografia ultravioleta extrema (EUV), essenciais para a produção de chips de Inteligência Artificial usados pela Nvidia (NVDA), TSMC e Apple.

 

Analistas alertam que tarifas de 25% sobre equipamentos holandeses destruiriam a estrutura de custos da fabricação de chips nos EUA, enquanto uma potencial retaliação europeia (bloqueio de exportações) poderia paralisar as ambições americanas em IA. O Nasdaq, fortemente ponderado em semicondutores, está precificando uma ruptura na cadeia de suprimentos mais valiosa do mundo.

A resposta da Europa foi rápida e unificada, elevando o temor de uma guerra comercial total. Relatórios de Bruxelas indicam que a União Europeia está se preparando para ativar, pela primeira vez, o Instrumento Anti-Coerção (ACI).

 

Este mecanismo permite que o bloco retalie sem a necessidade de unanimidade complexa. A UE estaria preparando um pacote de contramedidas de €93 bilhões (US$ 108 bilhões), que não miraria apenas bens físicos, mas também serviços digitais e propriedade intelectual das Big Techs americanas que operam na Europa, um golpe direto nas receitas de empresas como Google, Microsoft e Meta.

 

O efeito de contágio foi imediato em outras classes de ativos:

Câmbio: O Euro caiu para uma mínima de sete semanas ($1,15763) na abertura asiática, refletindo a fuga de capitais da zona do conflito comercial.

 

Refúgio Seguro: O Ouro disparou 0,6%, aproximando-se de recordes históricos a US$ 4.665/onça, enquanto investidores buscam proteção contra a instabilidade na OTAN.

Grafico Nasdaq x Ouro
Grafico Nasdaq x Ouro (Foto: Grabriel - TrendQuill)

Metais Industriais: O mercado de Prata sofreu uma disrupção logística severa (chamada de efeito "Roach Motel"), com tarifas impedindo a arbitragem entre os cofres de Londres e Nova York, gerando ágio nos preços físicos.
 

Com os mercados de ações à vista dos EUA fechados nesta segunda-feira (19), a liquidez permanecerá restrita aos mercados futuros e bolsas internacionais. A atenção dos investidores se volta agora para a abertura das bolsas europeias e para qualquer sinalização da Casa Branca ou de Bruxelas que possa desescalar — ou agravar — o impasse antes da reabertura de Wall Street na terça-feira.

por Redação

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