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Justiça Por TrendQuill

Oruam: STJ revoga liberdade e determina prisão do rapper

Relatório de monitoramento mostra que houve 28 interrupções de sinal na tornozeleira do artista em 43 dias.

Publicado por
TrendQuill

Revogação da Liberdade Condicional

No dia 3 de outubro de 2023, o ministro Joel Ilan Paciornik do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a prisão do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. A decisão revoga uma autorização concedida em setembro de 2022, que permitia ao artista deixar a prisão sob monitoramento eletrônico.

A medida foi impulsionada pelo histórico de Oruam, que apresentou 28 interrupções de sinal em sua tornozeleira eletrônica durante um período de 43 dias entre setembro e novembro de 2022. Essas falhas no sistema de monitoramento levantaram preocupações sobre a eficácia do controle sobre sua liberdade condicional.

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Implicações da Investigação Criminal

O rapper é alvo de investigações por sua suposta associação ao tráfico de drogas, resistência à prisão, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. Em julho de 2022, Oruam e outros suspeitos tentaram obstruir a ação da polícia do Rio de Janeiro ao impedir a execução de um mandado de busca e apreensão, o que agravou sua situação perante a justiça.

Cabe destacar que Oruam é filho de Mário dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, um notório traficante que atualmente cumpre pena em uma penitenciária federal. Essa conexão familiar acrescenta uma camada de complexidade à sua imagem pública e ao contexto de suas ações.

Análise do Sistema de Monitoramento Eletrônico

A decisão do STJ destaca a importância do sistema de monitoramento eletrônico como ferramenta de controle de indivíduos em liberdade condicional. Contudo, a ocorrência de 28 interrupções de sinal nas tornozeleiras suscita dúvidas sobre a eficácia e a confiabilidade desse sistema. Especialistas em criminologia e direito penal discutem se as falhas no monitoramento podem impactar decisões judiciais, o que levanta questões sobre a segurança pública e a administração da justiça.

O órgão responsável ainda não detalhou como as interrupções foram interpretadas nas análises que levaram à revogação da liberdade de Oruam. O caso acende um alerta sobre a necessidade de revisão e aprimoramento dos métodos de monitoramento de condenados e investigados, especialmente em um contexto onde a tecnologia é amplamente utilizada para garantir a segurança da sociedade.

Equipe TrendQuill
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