Orçamento das Olimpíadas de Inverno supera expectativas
As Olimpíadas de Inverno de 2026, que ocorrerão em Milão e Cortina d'Ampezzo, estão lidando com um aumento significativo em seu orçamento, que saltou de aproximadamente US$ 1,3 bilhão para mais de US$ 1,7 bilhão. Essa elevação nos custos foi reconhecida pelo comitê organizador, que admitiu que as despesas superaram as previsões feitas durante a candidatura.
Além do aumento no orçamento, os organizadores enfrentam prazos apertados para concluir as instalações necessárias antes da cerimônia de abertura, agendada para o dia 6 de fevereiro. A pressão para finalizar as obras se intensifica, considerando que algumas delas estão em estágios avançados de construção e ainda precisam ser testadas.
Desafios na infraestrutura esportiva
Uma das grandes preocupações é a nova pista de gelo, cuja construção foi iniciada após o início dos preparativos e que enfrenta contestação por parte do Comitê Olímpico Internacional (COI). A decisão de construir essa pista foi tomada em resposta às exigências específicas dos Jogos, mas sua implementação tardia levanta dúvidas sobre a viabilidade de estar pronta a tempo.
O estádio de hóquei no gelo Santagiulia, por sua vez, foi testado apenas em janeiro, um indicador claro de que a conclusão das instalações está sob pressão extrema. Esse cenário gera incertezas não apenas sobre a finalização das obras, mas também sobre a qualidade das mesmas, uma vez que o tempo limitado pode comprometer a segurança e a funcionalidade das estruturas.
Os desafios financeiros e de infraestrutura das Olimpíadas de Inverno de 2026 refletem a complexidade da organização de grandes eventos esportivos. Com um investimento público em infraestrutura que chega a US$ 3,5 bilhões, a expectativa é que os Jogos não apenas proporcionem uma vitrine para o esporte, mas também impulsionem a economia local. No entanto, a capacidade de cumprir prazos e orçamentos será crucial para o sucesso do evento.