A Human Rights Watch (HRW) divulgou em 4 de fevereiro de 2026 um relatório anual alarmante, que destaca o aumento do autoritarismo em mais de 100 países. O documento revela que 72% da população mundial vive atualmente sob regimes autoritários, uma cifra que remete a níveis de democracia semelhantes aos de 1985. As implicações desse quadro são vastas, afetando a liberdade, os direitos humanos e a estabilidade global.
O relatório critica diretamente a administração de Donald Trump, apontando que suas políticas têm devastado as proteções dos direitos humanos tanto nos Estados Unidos quanto em outras partes do mundo. Philippe Bolopion, diretor executivo da HRW, ressalta que o sistema global de Direitos Humanos está ameaçado por ações de potências como os EUA, Rússia e China, que têm promovido uma retórica nacionalista e desrespeitado o direito internacional.
Durante sua gestão, Trump foi acusado de reduzir a responsabilização do governo e de atacar a independência judicial, o que gerou um ambiente propício para o fortalecimento de regimes autoritários. Além disso, sua política externa se caracterizou pelo cancelamento quase total da ajuda externa, afetando significativamente a ajuda humanitária global e a retirada de instituições multilaterais.
As consequências das ações do governo Trump vão além das fronteiras americanas. A administração cortou ajuda alimentar, revogou direitos das mulheres e obstruiu o acesso ao aborto, ações que têm ressonância em muitos países que dependem de assistência externa. O comportamento isolacionista dos EUA sob Trump contribuiu para um cenário em que países autoritários se sentem mais à vontade para reprimir a dissidência e consolidar seu poder.
O relatório da HRW é um chamado à ação para líderes e cidadãos em todo o mundo, destacando a necessidade urgente de restaurar e proteger os direitos humanos. O aumento do autoritarismo não é apenas uma preocupação local, mas uma questão global que exige uma resposta coordenada e estratégica. Com a democracia em risco, a comunidade internacional precisa avaliar como suas políticas e alianças podem ser moldadas para combater essa tendência crescente e restaurar a confiança nas instituições democráticas.