Desemprego no Brasil: taxa de 5,1% em 2025 marca recorde histórico
Ano de 2025 termina com recorde de carteira assinada e renda, segundo dados da Pnad Contínua, do IBGE.
Desemprego e Renda: Uma Análise do Cenário Brasileiro em 2025
No último trimestre de 2025, a taxa de desocupação no Brasil alcançou 5,1%, a menor já registrada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Este dado representa uma redução significativa em relação a períodos anteriores, refletindo uma tendência de recuperação econômica no país. A taxa anual de desocupação também se destacou, fechando em 5,6%, um recorde na série histórica.
O número total de ocupados no Brasil atingiu 103 milhões em 2025, um marco que demonstra a efetividade das políticas de emprego implementadas nos últimos anos. O aumento no número de trabalhadores formais é notável, com 38,9 milhões de carteiras assinadas, um aumento de 1 milhão em relação ao ano anterior. No entanto, apesar do crescimento, o saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apresentou um saldo negativo de 618 mil vagas formais em dezembro de 2025, embora o total para o ano tenha sido positivo, com quase 1,28 milhões de novas vagas.
A renda média mensal do trabalhador em 2025 chegou a R$ 3.560, marcando um aumento de 5,7% se comparado a 2024. Esse crescimento na renda é um indicativo de que os trabalhadores estão se beneficiando de uma maior ocupação, refletindo um cenário econômico que favorece o aumento do poder aquisitivo.
A taxa de informalidade, que historicamente tem sido um desafio no Brasil, foi de 38,1% em 2025, uma redução em relação aos 39% registrados em 2024. Essa diminuição é um sinal positivo, sugerindo que mais trabalhadores estão entrando no mercado formal, o que pode ter implicações significativas para a arrecadação de impostos e a proteção dos direitos trabalhistas.
A pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) considera pessoas com 14 anos ou mais e abrange todas as formas de ocupação, oferecendo uma visão abrangente do mercado de trabalho brasileiro. É importante recordar que, antes dessa recuperação, a maior taxa de desocupação desde 2012 foi de 14,9%, registrada durante os piores momentos da pandemia, em setembro de 2020 e março de 2021.
Embora os dados de 2025 sejam encorajadores, há incertezas sobre o aumento futuro da informalidade, que pode afetar as conquistas recentes. O Ministério do Trabalho e Emprego e outros órgãos continuarão monitorando a situação, e os resultados devem ser acompanhados atentamente para garantir a continuidade da recuperação do mercado de trabalho no Brasil.
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