Desaparecimentos crescem no Maranhão
Em 2025, o Maranhão registrou 1.182 desaparecimentos, o que equivale a uma média de três casos por dia, conforme dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Este número coloca o estado na quarta posição no Nordeste em total de pessoas desaparecidas, atrás da Bahia, Pernambuco e Ceará.
Os meses mais críticos foram outubro, junho, agosto, fevereiro e novembro, com 136, 111, 110, 100 e 99 casos, respectivamente. Esses dados revelam um padrão de desaparecimentos que merece atenção das autoridades locais e nacionais, especialmente considerando que 318 dessas ocorrências envolvem crianças e adolescentes.
No Brasil, o total de desaparecimentos alcançou 84.760 em 2025, com uma média diária de 232 casos, representando um aumento de 4,1% em relação ao ano anterior. Dentre esses, 28% eram menores de 18 anos, totalizando 23.919 desaparecimentos de crianças e adolescentes, o que também representa um crescimento de 8% em comparação a 2024.
No Maranhão, das 318 crianças e adolescentes desaparecidos, apenas 64 foram localizados, enquanto 244 pessoas foram encontradas no total, sendo a maioria (176) com mais de 18 anos. Essa situação é um reflexo de um problema maior que afeta diversas regiões do país e exige um esforço conjunto entre as autoridades competentes e a sociedade civil para a resolução.
Além disso, o Maranhão ocupa a 15ª posição no ranking nacional de desaparecidos, com a maioria dos casos envolvendo pessoas adultas. Os dados indicam que o registro de desaparecimento pode ser feito imediatamente nas delegacias, sem a necessidade de aguardar 24 horas, o que é um ponto positivo para a agilidade no atendimento às vítimas e suas famílias.
As autoridades precisam intensificar as ações de prevenção e investigação, além de promover campanhas de conscientização para evitar que mais crianças e adolescentes se tornem vítimas. A situação é alarmante e requer uma resposta eficaz e rápida para garantir a segurança e o bem-estar da população.