Mulheres palestinas que tentaram retornar a Gaza pela passagem de Rafah descreveram experiências traumáticas, incluindo venda, algemas e interrogatórios por forças israelenses. O retorno ocorreu após a reabertura da passagem em 2 de outubro de 2023, autorizada como parte de um cessar-fogo entre Israel e grupos armados.
A viagem começou no Egito e foi marcada por atrasos e o confisco de presentes que as mulheres trouxeram. No dia da reabertura, apenas 12 repatriados conseguiram cruzar para Gaza, entre eles três mulheres e nove crianças, enquanto cerca de 50 palestinos tentavam deixar a região. Das pessoas que buscavam tratamento médico no Egito, apenas cinco pacientes e sete acompanhantes conseguiram entrar.
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Huda Abu Abed, uma das mulheres que retornou, passou um ano no Egito em tratamento cardíaco e tinha uma filha adulta também em tratamento. Ela e outras repatriadas relataram que as forças armadas de Israel negaram qualquer má conduta durante o processo de passagem, mas os testemunhos das mulheres indicam uma realidade de opressão e desrespeito aos direitos humanos.
A passagem de Rafah é a única rota de entrada e saída para a maioria dos mais de 2 milhões de habitantes de Gaza. A cidade de Rafah, que tinha uma população de cerca de 250 mil antes da guerra, ficou quase despovoada e sofreu extensas demolições. Atualmente, cerca de 20 mil habitantes de Gaza estão esperando por tratamento médico no exterior, evidenciando a crise humanitária na região.
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