Análise tecnológica e depoimentos revelam detalhes do caso
A Polícia Civil de Santa Catarina anunciou o encerramento das investigações relacionadas à morte do cão Orelha, que chocou a comunidade local. O caso, que ganhou notoriedade, foi desvendado através do uso de tecnologia avançada, incluindo a análise de mais de mil horas de filmagens capturadas por 14 câmeras de segurança. Esse esforço meticuloso resultou na identificação de um dos quatro adolescentes envolvidos no crime, levando a polícia a solicitar a internação do jovem.
O crime ocorreu no dia 4 de janeiro, quando o adolescente investigado deixou seu condomínio às 5h25 e retornou às 5h58, acompanhado de uma jovem. A investigação revelou que ele apresentou contradições em seu depoimento, negando ter saído de casa, mesmo com evidências que contradizem sua versão. Essa inconsistência, somada à análise das filmagens, reforçou a necessidade de ação por parte das autoridades.
Além da análise das imagens, 24 testemunhas foram ouvidas ao longo da investigação, contribuindo para a formação de um quadro mais claro sobre os eventos que culminaram na morte do cão. O adolescente, que viajou para os Estados Unidos logo após o ataque, retornou ao Brasil no dia 29 de janeiro, gerando mais questionamentos sobre seu comportamento nas semanas seguintes ao crime.
Outro aspecto que chamou a atenção das autoridades foi o envolvimento de adultos no caso. Três adultos associados aos adolescentes foram indiciados por coação a testemunhas, o que indica uma possível tentativa de obstruir a investigação. Além disso, conforme as informações coletadas, um parente do adolescente investigado tentou esconder um boné relacionado ao crime ao chegar em Santa Catarina.
Com o encerramento das investigações, a expectativa agora recai sobre as consequências legais para os envolvidos, especialmente para o adolescente cuja internação foi solicitada. O caso do cão Orelha não apenas repercutiu na esfera legal, mas também levantou questões sobre a violência contra animais e o impacto social desse tipo de crime, que continua a gerar debates na sociedade.