Novas condições para a Petrobras
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) notificou a Petrobras em 4 de fevereiro de 2026 sobre a possibilidade de retomar a perfuração na Bacia da Foz do Amazonas. Essa decisão vem após a interrupção das atividades em 6 de janeiro de 2026, quando um vazamento de fluido de perfuração foi detectado.
O fluido de perfuração, essencial para lubrificar a broca e controlar a pressão do poço, deve atender a limites legais de toxicidade, conforme afirma a Petrobras. Apesar de a empresa garantir que não há problemas com a sonda ou com o poço, a ANP impôs novas exigências para garantir a segurança das operações.
Entre as condições estabelecidas, destaca-se a obrigatoriedade da Petrobras em substituir todos os selos das juntas do riser de perfuração antes de reiniciar as atividades. A empresa terá um prazo de cinco dias para apresentar evidências dessa troca após a instalação da última junta.
A ANP também exigiu a revisão do Plano de Manutenção Preventiva da Petrobras. Essa revisão deve incluir a coleta de dados mais frequente dos registradores de vibração submarina durante os primeiros 60 dias após a retomada da perfuração, um período crítico para monitorar a segurança da operação.
Desde 2 de fevereiro de 2026, uma auditoria do sistema de gestão de segurança operacional da sonda está em andamento. Essa auditoria visa avaliar as práticas de segurança da Petrobras, especialmente após o incidente de vazamento.
A Petrobras informou que o vazamento ocorreu em duas linhas auxiliares conectadas à sonda de perfuração no poço Morpho, mas reafirmou que todos os protocolos de segurança estão em vigor e que as operações permanecem seguras.
O incidente e as novas condições impostas pela ANP levantam questionamentos sobre a eficácia das medidas de controle adotadas pela Petrobras e sobre o impacto econômico das operações na região, que é considerada uma das mais sensíveis do país.