Crise energética agrava situação em Cuba
Recentemente, Cuba vivenciou um apagão parcial que impactou cerca de 3,4 milhões de pessoas em quatro províncias, exacerbando uma crise energética já severa. A interrupção se deu devido a uma falha em uma linha de alta tensão de 220 kV na província de Holguín, resultando no fechamento da maior central termoelétrica do Leste do país, a central de Felton.
Este apagão é o segundo registrado em quatro meses, em um contexto em que apagões diários têm superado 20 horas desde meados de 2024. Em 31 de janeiro, Cuba enfrentou o maior apagão desde 2022, afetando 63% do território nacional e evidenciando a fragilidade do sistema elétrico cubano.
Atualmente, sete das 16 centrais termoelétricas de Cuba estão fora de operação, seja por avarias ou por necessidade de manutenção. Estima-se que entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões sejam necessários para estabilizar o sistema elétrico, o que revela a magnitude do desafio enfrentado pelas autoridades cubanas.
A crise energética tem efeitos diretos na economia do país, que contraiu mais de 15% desde 2020, em parte devido aos apagões frequentes. Essa situação foi ainda mais complicada pela imposição de tarifas dos EUA sobre países que vendem petróleo a Cuba, após a suspensão do envio de petróleo venezuelano, aumentando a vulnerabilidade da ilha na busca por fontes de energia.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação com a situação humanitária em Cuba, ressaltando a necessidade urgente de soluções para evitar um colapso total do sistema. A dúvida sobre a duração dessa crise energética permanece, enquanto o povo cubano enfrenta as consequências diretas desse colapso.