Contradições em depoimentos
Durante uma acareação realizada em 30 de dezembro de 2022, o banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, apresentaram versões conflitantes sobre a origem de créditos do Banco Master, que está sob investigação por supostas fraudes. O evento, determinado pelo ministro Dias Toffoli, faz parte de um inquérito que já mobiliza a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.
Vorcaro, em seu depoimento, declarou que as carteiras de crédito da Tirreno eram provenientes de investimentos de terceiros, desassociando-as do Banco Master. Em contrapartida, Costa contestou essa afirmação, assegurando que os créditos eram de propriedade da instituição financeira. Essa divergência coloca em cheque a credibilidade das alegações de ambos os envolvidos.
A Polícia Federal já classificou a Tirreno como uma empresa de fachada, usada para simular operações de compra e venda de créditos. Essa informação agrava ainda mais a situação, uma vez que investigações anteriores já indicavam indícios de fraudes que podem totalizar até R$ 17 bilhões. O Banco Master, em razão desses indícios, foi liquidado pelo Banco Central, evidenciando a gravidade do caso.
Além disso, a Operação Compliance Zero, realizada em novembro de 2025, tinha como objetivo investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, em um contexto em que o BRB tentava efetuar a compra da instituição. A sequência de eventos e a magnitude das fraudes levanta questões não apenas sobre as práticas do Banco Master, mas também sobre o sistema financeiro como um todo e a necessidade de maior fiscalização e transparência.
A continuidade das investigações no Supremo Tribunal Federal (STF), em virtude da citação de um deputado federal, reforça a complexidade do caso, que além de sua relevância financeira, impacta diretamente a confiança do público nas instituições bancárias e na regulação financeira do país.