Desempenho da Indústria sob Alta da Taxa Selic
A Taxa Selic, fixada em 15% ao ano, é apontada como a principal responsável pela estagnação da indústria brasileira no final de 2025. O cenário de juros elevados tem gerado efeitos diretos sobre a produção e a confiança dos empresários do setor, conforme análise da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A indústria de transformação, um dos pilares da economia, registrou uma queda de 0,2% na produção em decorrência da alta da taxa de juros e da baixa demanda interna. Este resultado é alarmante, especialmente quando se considera que, no ano anterior, a produção industrial cresceu 3,1%. O crescimento de apenas 0,6% em 2025 revela uma desaceleração preocupante, que pode comprometer o futuro do setor.
Além da queda na produção, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) apresentou o seu pior desempenho em uma década, operando abaixo de 50 pontos por 13 meses consecutivos. Esse índice é um termômetro da saúde do setor e reflete a preocupação dos empresários com o futuro econômico do Brasil.
Em contrapartida, durante um período de desaceleração na produção nacional, as importações de bens de consumo aumentaram em 15,6%. Esse crescimento sugere que os consumidores e empresas estão buscando alternativas fora do Brasil, o que pode trazer consequências adicionais para a indústria nacional, que já enfrenta dificuldades.
A CNI alerta que, sem mudanças na política de juros e estímulo à demanda interna, o crescimento econômico do país está em risco. As incertezas que cercam a política monetária podem dificultar ainda mais a recuperação da indústria, que precisa de condições favoráveis para se reerguer e contribuir para a economia.
Com um cenário econômico desafiador, torna-se essencial que o governo e os investidores estejam atentos às necessidades do setor industrial. A recuperação da confiança e a promoção de um ambiente favorável a investimentos são passos cruciais para evitar que a estagnação se torne uma realidade duradoura.