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Justiça

STF recebe ações contra lei de SC que limita cotas raciais

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras entidades protocolaram nesta segunda-feira (26) ações de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a lei de Santa Catarina que proíbe a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado.

STF recebe ações contra lei de SC que limita cotas raciais
STF recebe ações contra lei de SC que limita cotas raciais (Foto: © Fernando Frazão/Agência Brasil)

Movimento jurídico contra a Lei 19.722/2026

Entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o PSOL e o PT protocolaram, no dia 26 de janeiro, ações no Supremo Tribunal Federal (STF) visando suspender a Lei 19.722/2026 de Santa Catarina. A norma, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado (Alesc) e sancionada pelo governador Jorginho Melo, proíbe a reserva de vagas em instituições públicas para candidatos com base em critérios raciais, permitindo apenas a reserva para pessoas com deficiência e alunos de escolas públicas, mas com foco em critérios econômicos.

A OAB, uma das principais entidades envolvidas, argumenta que a lei ignora a complexidade das desigualdades sociais, prejudicando a implementação de políticas afirmativas que buscam corrigir injustiças históricas. Os defensores das ações afirmam que a manutenção dessa norma pode provocar danos irreversíveis à população negra e indígena, que já enfrenta desafios significativos em termos de acesso à educação e oportunidades de emprego.

As ações serão relatadas pelo ministro Gilmar Mendes, mas não há um prazo definido para que a decisão do STF seja anunciada. A expectativa é que o caso receba atenção especial, dada a sua relevância para o debate sobre igualdade racial no Brasil.

O impacto econômico da decisão do STF pode ser significativo. A restrição de cotas raciais pode perpetuar a desigualdade de acesso a posições de prestígio nas instituições públicas e, consequentemente, no mercado de trabalho. Isso pode afetar não apenas a população negra e indígena, mas também a economia do estado como um todo, uma vez que a diversidade é um fator reconhecido como impulsionador de inovação e crescimento econômico.

Equipe TrendQuill

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